segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Foi bom enquanto durou.

Mas, infelizmente, o que é bom dura pouco.

Hoje fui obrigado (não fui obrigado, mas o bom senso fala mais alto nessas horas) a cancelar Dead West. É uma merda, eu sei. Mas fiquei sabendo que já existe uma graphic novel semelhante, que inclusive tem o mesmo nome (o.O) e a mesma ladainha de índio ressuscitando os mortos (o.O²).

Sabe quando você tá enrolando com alguém, o clima entre vocês tá ótimo, você tá quase se apaixonando, aí chega alguém e te mostra uma foto dessa pessoa dando uns pegas em alguém do mesmo sexo?

Foi mais ou menos isso que aconteceu.

Perdi todo o tesão pela história depois dessa.

Como eu pude deixar isso passar?

Porra, o mesmo nome! Se eu tivesse tirando trinta segundos da minha vida pra pesquisar, provavelmente teria encontrado. Mas me deixei levar pela empolgação.

Erro de iniciante.

Isso só mostra que eu tenho que pesquisar MUITO antes de começar a escrever algo. Não tô com a mínima vontade de tomar um processo por plágio nas costas (pra não dizer no cu).

Bom... é isso. Quem quiser dar uma olhada na obra do cara, clique aqui.

Já tô fazendo minhas contas pra comprar um exemplar.

Agradeço ao apoio de todo mundo, o incentivo, críticas, o que quer que seja. E valeu também ao Eduardo (que eu nem conheço =p) e a Lemon pelo aviso. Sem esquecer da Dani, que fez o banner do blog.

E Wayne, Jesse e John... a jornada foi inesquecível. Até mais, parceiros. I fucking love you, guys.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

The red liquid

The sunlight burns his eyes and suddenly he is pulled from his dream. He hears the noises of the city. Cars, people walking, construction workers, noises he hears everyday, but none of them make any sense. He smells smoke and cheap coffee. He is hungry.

He gets up and starts walking slowly towards the entrance of the alley. From the point of view of the people passing by he is just another homeless person living in some alley in New York City, but they can never imagine what goes on in his mind. He steps into the street and sees lots of people walking, talking to each other, getting on with their lives. His hunger starts to grow.

He starts walking, uncertain of where he is going. The sun is bright and his eyes burn like hell. He walks slowly, looking at everyone around him, but he doesn't know what he is looking for. Someone bumps into him and yells something, but those noises mean nothing to him. He just keeps walking, like his life depends on it.

After a little while he stops in front of a little playground, where some children play. He looks at them for a while, and some images starts to pop up inside his head. He is confused, although he feels familiar with those images. A child playing with some toy cars, and a man and a woman looking at him, smiling. He almost knows who that little boy is, but finds it hard to recall. The man and the woman also look familiar, but he is not sure of who they are. Suddenly, the little boy gets up and starts running towards the man, but he trips and falls to the ground, hurting his hands. He starts crying while looking down at his hands, and a red liquit starts dropping from the wounds. Suddenly he comes back to reality and notices he is looking down at his hands, which are covered in scars.

The red liquid. His hunger grows.

He starts to walk again, a little faster this time. He is looking for something, but is not sure of what it is. His mind is tormented by those images. The red liquid dropping from the little boy's hands, he can almost smell it. He walks for a while when he sees a group of people gathered in the middle of the street. He walks towards the group and tries to look at what caught their attention.

There was a car stopped in the middle of the street and two bodies inside, both shot to death.

Suddenly some disturbing images start to flash before his eyes. The little boy enters a room and finds the man and the woman lying on the floor, covered in that red liquid, their eyes opened, their skin white as snow and their touch cold as the night. The little boy starts to scream and cry, and after a few seconds everything goes black.

He comes back to reality and feels disturbed. He starts to run away from that scene, run away from the slaughered parents and the screaming boy, but they keep chasing him. They keep coming after him, like he is a part of that image. Suddenly he sees a woman enter an alley all by herself. His hunger cannot be held back anymore.

He follows her into the alley, and when she notices him, she starts to run. He runs after her and eventually catches her. She starts screaming and tries to get something inside her purse, but he is faster then her and throws the purse away. He throws her towards the wall and she starts crying and saying something, but he doesn't hear anything. He can only hear the voices inside his head, telling him to rip her appart. He starts walking towards her as she begs for her life, and when she finally looks into his eyes she understands that not even God himself can save her. That man is the personification of death itself. She starts praying.

He grabs her by the shoulders and she tries to fight back, scratching him with her finger nails. He bites her in the arm and she starts bleeding. The smell of blood excites his nostrils and when he tastes it, his hunger finally gets out of control. He grabs her and bites her neck, tasting the blood as it sprays out. The wall slowly turns red and her screams get weaker, until she closes her eyes and stops fighting back. He lets go of her and she falls. She was dead before hitting the ground. He watches her lifeless body for a little while, tasting the blood. He starts walking towards the entrance of the alley. The sunlight burns his eyes and he is pulled of what might have been a dream. His hunger is quenched.

For now.

domingo, 3 de outubro de 2010

Ditadura democrática

Como todos sabem, hoje, dia 03/10/2010, é dia de exercermos a nossa cidadania. Como se só devêssemos fazer isso uma vez no ano, mas tudo bem. Vamos nos dirigir à nossa zona eleitoral e escolher aqueles que vão nos foder representar por 4 anos. Vamos emporcalhar a cidade (e gerar emprego, pois os garis estão aí pra isso), vamos fazer barulho, vamos colar adesivos de candidato em tudo que é canto (eu vi um CAVALO coberto de adesivos no caminho), tudo em nome da democracia. Democracia essa que nos obriga a votar. Democracia essa que, nos obrigando a votar, faz com que votemos em peças como essa:



É sério isso?

O melhor de tudo é a capacidade de digitar uma palavra de quatro letras da pessoa que postou esse vídeo:

"brunogty | 17 de agosto de 2010

O melhor
Dep. Estadual http://www.youtube.com/watch?v=xWGw7c...
eu VOLTO NO TIRIRICA ^^"

Pelo amor da puta que pariu, né?

Mas ei, vivemos num país democrático. Não podemos impedir alguém de se candidatar só porque ele faz questão de dizer que não sabe o que um deputado federal faz. Até porque nosso excelentíssimo presidente da República não sabe bem quantos dedos tem nas mãos.

Aí vem alguém e diz:

- Pelo menos o Tiririca não fica mentindo que vai fazer o mundo e o fundo quando for eleito e ele é engraçado.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahh táááááááááááááá.

Vou votar nele pusquê ele não mente, independente do fato dele não fazer idéia do que tá fazendo. Vou votar nele pusquê ele me faz rir. Vou votar nele pusquê se não ele vai MORRÊÊÊÊÊÊÊ!

Se precisarem, eu ajudo a comprar o caixão.

-.-'

Considerações finais [debate mode on]:

1. Não vou fazer propaganda de ninguém aqui, até porque acho que cada um tem suas convicções e vota em quem achar melhor. Mas que tá cheio de palhaço por aí, tá.

2. O intúito deste post não é mostrar que eu tô revoltado com os políticos, e sim com os eleitores. Somos nós que escolhemos quem vai pra Brasília, então se o presidente é curintia, a culpa é nossa.

3. Já comecei o cap. 3 de Dead West, mas não tenho idéia de quando vou terminar. Paciência, jovens padawans. T_T

sábado, 11 de setembro de 2010

Block

Às vezes eu sento na frente do pc e digo para mim mesmo:

- Escreva.

Assim, do nada. Abro o bloco de notas (só escrevo no bloco de notas, Word me dá nos nervos) e fico encarando a tela branca por uns dez minutos, pensando em tudo que é assunto, mas nada concreto me vem em mente. Minha cabeça viaja pelo dia que eu tive, semana, mês, nos meus problemas e suas possíveis soluções, em algum filme (ou filmes) que eu tenha visto recentemente, seriados, desenhos, livros, tudo que você (na verdade eu) possa imaginar.

E assim eu fico, frustrado, sem conseguir escrever nada. Passam-se alguns dias e eu tento novamente, sem sucesso. Milhões de idéias rodeiam minha mente, mas nenhuma toma forma. Nenhuma vira texto, história, o que seja. A frustração só aumenta, e com isso, a falta de criatividade.

Maldito circulo vicioso.

Não faço idéia de qual seja a causa disso. Já gastei horas pensando nisso, e nada. Absolutamente nada.

O engraçado é que hoje, o que está me dando motivação para escrever é justamente essa falta de criatividade.

Quero falar sobre essa frustração que toma conta de mim quando passo mais de uma semana sem produzir nada. Quero falar sobre como fico inquieto, nervoso, irritado e até grosseiro com algumas pessoas quando isso acontece. Não sei porque escrever é importante a esse ponto para mim, mas é o que acontece. Eu poderia falar durante horas sobre isso tudo, mas vamos encarar os fatos: ninguém teria essa paciência.

Então basta eu dizer que, até quando eu pensar que não conseguirei escrever mais, eu vou conseguir escrever alguma coisa.

Descobrir esse dom foi uma das melhores coisas que me aconteceu, e eu não vou deixar um bloqueio criativo qualquer tirar isso de mim.

Não mesmo. ;]

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Casamento

O texto que segue não é da minha autoria. Na verdade, nem sei quem o escreveu ou se relata fatos verdadeiros. Mas o que sei é o seguinte: vale muito à pena gastar alguns minutos do seu dia para ler e refletir sobre ele. O recebi por e-mail ontem e ainda tô pensando nele. Espero que gostem como eu gostei.
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Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e
disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem
dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer
a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto
calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou
em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres
longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos
mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim
do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta
pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu
simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para
ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem
vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com
dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que
disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar
alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado
enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas
finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa
escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente,
pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa,
escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada
meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que
durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais
natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus
examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se
bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do
momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos
casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para
fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava
completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos
dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e
achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim
vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o
divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo,
então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi
totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está
carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do
quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter
caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os
olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu
balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que
atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o
trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,
eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito
tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido
nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava
ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por
uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste
estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com
o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada
dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus
músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma
série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela
disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi
que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em
carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta
dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e
toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de
você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as
manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho
e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de
perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala
para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a
segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a
segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas
pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando
estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o
tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro
endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi
as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a
ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com
febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não
vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos
valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor.
Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do
nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos
separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a
porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei
para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de
rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de
escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços
todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um
grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei
minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu
estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com
ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos
de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso
filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu
filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num
relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no
banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não
proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo
de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los
próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão
perto do sucesso e preferiram desistir..
___________________________________________________________

Só tenho um comentário a fazer: Às vezes tudo que procuramos está ali, do nosso lado, só esperando que percebamos sua existência, e tudo que fazemos é olhar para o outro lado, em busca de algo que nunca vamos encontrar.

Pense nisso.

Eu sei que eu estou.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Propaganda é a alma do negócio

Então, galerinha do mal, quem me conhece sabe que eu sempre quis escrever uma história sobre zumbis. Quem me conhece mais ainda sabe que eu tive a brilhante idéia de misturar zumbis e faroeste. E quem realmente me conhece sabe que eu sempre me achava despreparado para começar a bendita.

Hoje tomei vergonha na cara e comecei. =D

Como já deu pra perceber, a história se passa no velho oeste dos Estados Unidos e vai ter muito sangue, tripas voando, cheiro de pólvora e onomatopéia de tiro. Mas não vou postá-la aqui. Como ela não tem final definido, e eu quero que dure muito tempo, resolvi criar outro blog só pra ela. A história vai se chamar Dead West e vou tentar postar algo a cada duas semanas (mas, obviamente, não vai dar pra fazer isso sempre).

Comecei postando uma introduçãozinha básica, só para situar vocês no ambiente apocalíptico da coisa e amanhã começo a história propriamente dita.

Então, que comece a matança: Dead West

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A meteor to the head

Estou morrendo.

Não agora, mas a morte é inevitável. Logo, estou morrendo.

Eu sei que isso é estúpido, o problema é que às vezes entro em pânico por causa disso. Saber que eu estou aqui, vivinho da silva (ou não) e daqui a 5 minutos um meteoro pode cair na minha cabeça realmente me assusta.

Será que eu vou sentir dor?

Será que vai ser rápido?

Será que eu vou levar um tiro? Uma facada? Ser atropelado? Cair de um lugar alto? Será que vou cometer suicídio? Será que vou morrer de alguma doença? Câncer? Aids? Gripe suína?

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose?

Será que vai cair um meteoro na minha cabeça?

Será que vou ver a tal luz branca que todo mundo fala? Será que vai passar um filme chamado "A medíocre vida de Leonardo Amorim" na minha frente?

O que eu vou pensar quando me der conta que chegou minha vez? Como vou me sentir?

O que será que tem do outro lado?

Não vou mentir, isso me intriga muito. Já quis morrer só pra saber se tinha algo me esperando depois.

Céu? Inferno? Purgatório? Nada? Hooters?

E o pior: quando será?

Cara... pode ser amanhã!!! Eu posso estar lá trabalhando e de repente um meteoro cai na minha cabeça!

Outra coisa que penso muito é se vou ser capaz de fazer tudo que quero antes de morrer.

Lançar livros, ir no Palestra ver o Palmeiras ser campeão da Libertadores (se eu fosse corintiano podia riscar essa da lista, never gonna happen), ir num show do Machine Head, Pain of Salvation, The Black Dahlia Murder, Devildriver ou Rush (se der tudo certo, dia 08/10 estou no MorumBieber mijando no escudo dos bambis ao som de Leave That Thing Alone), morar no exterior, assistir todos os filmes da Torre Negra, conhecer o Stephen King, montar uma banda e lançar cds...

Até que minha lista não é muito extensa.

O pior de tudo é não saber nada disso. Mas por via das dúvidas, vou começar a monitorar os meteoros que rodeiam o planeta.

Também gostaria de saber o que vai acontecer depois da minha morte. Como vai ser meu
funeral? Vai ter a bandeira do Palmeiras que eu pedi? Quem vai? Vai ser no Colina da
Saudade? Vai cair um meteoro lá?

Mas de uma coisa eu sei. Definitivamente não quero morrer afogado ou queimado.

Tá, definitivamente não quero morrer, mas já que não tem jeito, não quero que seja afogado ou queimado.

Prefiro que caia um meteoro na minha cabeça.

Uma vez assisti um filme onde o cara tá numa caverna, e depois de caminhar um pouco ele acha um laguinho. A água é bem cristalina, e mesmo com a escuridão, ele vê perfeitamente dentro da água. Ele entra, começa a nadar e logo é forçado a mergulhar, devido a uma parede de pedra. Ele olha e vê a luz do dia um pouco à frente. Então começa a nadar, totalmente submerso, pois a água vai até o "teto". Depois de um tempo ele começa a perder o fôlego e não vê sinal da saída, então acha melhor voltar. Mas ele já havia nadado muito, e não consegue chegar ao lugar onde estava antes. Começa a se desesperar, nadar pra qualquer lado, sem encontrar um lugar onde possa colocar a cabeça pra fora d'água. Ele morre ali, boiando rente ao teto.

Aposto meu psp que ele pensou que seria melhor que caísse um meteoro na cabeça dele. Seria bem mais rápido.

Outro dia li um artigo no Wikipedia sobre um monge budista que ateou fogo nele mesmo em protesto a alguma coisa. As pessoas presentes falaram que ele não se moveu ou emitiu sons. Depois de alguns segundos o cheiro de carne queimada começou a subir, até ficar insuportável, e ele continuou sentado, imóvel, calado, até virar churrasquinho. Monges têm um controle incrível sobre seu corpo e mente, mas isso não impede ninguém de sentir uma dor horrível quando se queima. Imagina queimar até virar combustível de churrasqueira.

Meteoro me livre.

Será que só eu perco tempo pensando nisso? Ou existem mais Leonardos por aí piscando pelo mesmo motivo?

Como falei antes, a morte é inevitável, então deveria ser aceita como algo natural, parte da vida. Mas como a gente pode simplesmente aceitar que um dia vamos deixar de existir? Eu estou acostumado a estar vivo, então a idéia de morrer um dia me parece absurda. Mas, como já dizia um sábio desconhecido, para morrer basta estar vivo.

E que algum meteoro tenha uma rota de colisão fixa com sua cabeça.